O amor é causa motora de todas as ideologias

O mundo em si mesmo é vazio de significado. O ferro, o níquel, o cobre e o manganês em si mesmo não têm valores morais, nem mesmo valores de verdade. Quem lhes dá significado, aponta verdadeiro ou falso, bem ou mal, é o homem. E este o faz unica e exclusivamente por causa de sua capacidade inalienável de amar.

Em si mesma, toda ideia é neutra. Mas o Amor a anima. Projeta nela suas crenças e suas demências. Impura, transformada em crença, insere-se no tempo. Toma forma de acontecimento. A passagem da lógica à epilepsia está consumada.

Amor é união. Ele exerce o papel de ligação de nós para com o mundo. Permite nós darmos sentido e protege-nos de animosidades.

Porém, o amor como força de união é em si mesmo ilógico. Falacioso, contraditório. Não é apenas unidade entra contrários. Porém também é supressão de todo e qualquer contrário. Fidelidade para com o próximo, não é nada mais que uma declaração de guerra ao longinquou.

“O amor é a única lei” este adágio não poderia ser criado se não por um louco. Causador da maior doença dos homens. Porém, o verdadeiro sujeito na frase é o amor. Apresentando-se como inclusivo, apenas permite a exclusão do próximo. Mostrando-se interessado, apenas faz tornar o outro mais próximo de si. Assim mais parecido.

Amar o semelhante nada mais é que ódio ao desconhecido. O amor é causa motora de todas as ideologias.

Pedro Possebon, 12 de outubro de 2016, Santo André.

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