Do Amor

O amor não é isso, é isto. Amar é desejar, querer estar próximo. É um desejo egoísta, quase mesquinho.

Amar é realizar-se em outro.

Amar é observar, fazer-se curioso. Amor é querer saber.

Algumas prostitutas acusam o amor de ser uma invenção com o único e exclusivo fim de convencer a mulher a dar de graça.

Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente. É contentamento descontente, é dor que desatina sem doer.

Amor é doce mais saboroso que todos os doces. É açúcar que adoça a vida e dá sentido ao mundo.

O amor é o primeiro a fazer-nos sentir a materialidade da vida.

O amor é o fator de desneutralização do mundo.

Ser amante é ter pós-doutorado em estupidez.

Só o amante vai para o céu, o amado não. Arrume alguém para amar, ou vá para o inferno!

Em si mesma, toda ideia é neutra. Mas o Amor a anima. Projeta nela suas crenças e suas demências. Impura, transformada em crença, insere-se no tempo. Toma forma de acontecimento. A passagem da lógica à epilepsia está consumada!!!

A capacidade de amar é responsável por todos os crimes.

Em todo homem dorme um amante, e quando ele acorda há um pouco mais de mal no mundo…

O amor é causa motora de todas as ideologias.

Pedro Possebon, 12 de outubro de 2016, Santo André

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