Grândola, Vila Morena

A política não é apenas o reino das ideias. Porém sim também um terreno de cheiros, cores e sabores. Basta lembrarmos das armas biológicas e perceberemos como a atividade política também é uma atividade de administração do clima, em todos os seus significados.

De certo não podemos esquecer do som. A música, principalmente, tem uma forte componente política. Basta-nos lembrar de que uma ópera de Wagner foi usada para assinalar a morte de Hitler.

Um exemplo parecido, apesar de diametralmente oposto é o caso da Grândola, Vila Morena do Cantautor português Zeca Afonso. Esta canção entrou para a história de Portugal por ser a canção usada para avisar de que o Movimento das Forças Armadas havia iniciado o que seria a Revolução dos Cravos. Esta cantiga é o soar da democracia, ao menos em Portugal.

Zeca Afonso a compôs em homenagem à cidade de Grândola, no Alentejo. Zeca a conheceu quando apresentou-se na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense.

A música fala sobre “Grândola, vila morena” a “Terra da fraternidade”  em que “O povo é quem mais ordena / Dentro de ti, ó cidade”

Esta cantiga revolucionária prega a igualdade e a fraternidade “Em cada esquina um amigo / Em cada rosto igualdade”

Porém, além de tudo isso é mais uma belíssima canção do grande músico e poeta José Afonso (o Zeca!):

À sombra duma azinheira / Que já não sabia a idade / Jurei ter por companheira / Grândola a tua vontade”

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